Quantas saudades eu tenho
daquele teu olhar criança
que passava as noites
a olhar pela janela
buscando o brilho do amor
no universo da solidão
Saudades da mulher criança
que sorria com anseio quase infantil
tentando colher estrelas
no manto negro da amplidão
Lembro-me da mulher criança
que hoje não existe mais
Lembro da mulher criança
que em ti via escondida
e de mim sempre fugia
como a onda que volta pro mar
Lembro do seu sorriso doce
enfeitado de cor e perfume
parecia-se com a rubra pétala
da mais bela e exuberante flor
Hoje está mais madura
uma deslumbrante mulher
somente as pegadas na areia
esqueceste de apagar
quando por lá estiveste
a brincar com as espumas da ilusão
Hoje caminha altiva e soberana
coberta pelo manto negro da escuridão
a mulher criança se foi
acolhida pela espuma brilhante da solidão
Sigo suas pegadas inocentes
acolho-te junto ao meu coração
e sob o véu escuro da noite
estendo as mãos para o firmamento
acendo o candelabro de estrelas
que ilumina nossos corpos maduros
sedentos de amor e paixão
O olhar da mulher criança
renasce como a fênix
para uma nova etapa da vida
Sem medos ou receios
abandonamos a espuma da solidão
e nos entregamos à doce paixão
cobertos pelo manto de estrelas
a grande testemunha do nosso
voraz encontro de amor
Caros amigos
Venham ler e se deliciar
com o meu e-book de contos
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