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sábado, 23 de janeiro de 2016

Doce sereia

Triste e taciturno
No mar fui velejar
Precisava espantar a tristeza
Para a alegria poder chegar

Sentada numa pedra limosa
Uma linda moça avistei
Admirando uma bela flor

Fiquei estático e sem voz
Diante daquela beleza escultural
Um corpo de curvas perfeitas
Um convite ao deleite e ao prazer

Fui chegando de mansinho
Sorrateiro e sorridente
Ouvi um canto divinal
Parei... fiquei fascinado
Com aquela voz maviosa

Sentindo a minha presença
Virou-se abruptamente
Lançou-me um olhar angelical

Enfeitiçado fiquei
Minha libido falou mais que a razão
Envolvi teu corpo com impetuosidade
Nossas bocas se encontraram
Num doce enlevo de paixão

E naquelas águas mágicas
nos amamos com impaciência e paixão
Adormeci em teus braços

Deitado na areia da praia
Fui despertado pelos raios do sol
Meu veleiro balançava suavemente
embalado pela suave brisa da manhã

Olhei em volta
Procurando por você
Nada encontrei.
Foi sonho?
Não sei te responder
Só sei que vivi
uma intensa noite de amor
com uma doce sereia.