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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Existencialismo fútil

Era uma noite sem véu
Um céu desprovido de estrelas
e num cantinho do céu
uma lua fininha espia o meu sofrer

Algo em mim dói
não sei o quê
sinto que ainda dói
intenso e profundo
flui e corrói
e lentamente meu sonho
destrói

É uma dor que não sei explicar
não por doer ou existir
é uma dor do ser ausente
que ficou no passado
deixando-me só no presente

Algo me dói
e como cansa esse doer
nenhum fio de esperança
faz essa dor tornar-se mansa

E nesse existencialismo fútil
 vivo um dia... depois o outro
e essa dor que não se cansa
e não pára de doer

Quem sabe numa outra noite sem véu
quando as estrelas estiverem
acesas no céu
o seu coração se canse
de tanto me fazer sofrer
e você volta para os braços meus