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domingo, 1 de janeiro de 2017

Viagem pela estação tempo

Nas ondas azuis da imaginação
destravo as cordas de segurança
lanço nas espumas do pensamento
sonhos e desejos levados pelo vento
para o incerto e voraz destino
aonde navega os devaneios
em águas turbulentas e desconhecidas

Muitas luas vão se passar
no céu as estrelas vão brilhar
em cada porto uma solidão
viaja em paz o coração

A ampulheta do tempo
voa com ligeireza e sofreguidão
os sonhos vão se atropelando
engolidos pelo ritmo frenético
da dança do esfaimado tempo

Nas fatias compartimentadas do pensamento
uma dissemelhante competição
na arena fragmentada da mente
os sonhos duelam ferozmente com a realidade
São escravizados na gaiola do tempo
e perecem no hiato do momento
ficando para uma outra estação
quem sabe... a sua ocular conclusão
(Gracita)