Um dia a vida me bateu com tanta força
que se senti diminuída... encolhida... ínfima
Voltei à posição fetal
chorei muitas lágrimas
Uma mão invisível me acolheu
e me aconchegou na palma de sua mão
para que eu pudesse ficar ali
bebendo o néctar do amor
E este néctar penetrou
nas moléculas do corpo
caminhou pelo emaranhando
de veias e artérias
descobriu o caminho do coração
Ali se aninhou
cresceu... desabrochou!
O sorriso voltou
Me senti viva... fortalecida
Estava pronta
para as novas batalhas da vida
Aprendi a separar o joio do trigo
Com o coração fortalecido
pelo néctar do amor
não mais permiti que as surras
da vida me derrubassem
Aquela mão que amparou
continua me sustentando
Sou mais eu!
A minha fé não foi abalada
A maldade não criou raízes
na minh'alma
Sou uma guerreira
que trava batalhas renhidas
o meu triunfo vem daquela mão invisível
que é o meu porto seguro
o meu ápice de fé
(Gracita)