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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Mão que sustenta

Um dia a vida me bateu com tanta força
que se senti diminuída... encolhida... ínfima
Voltei à posição fetal
chorei muitas lágrimas

Uma mão invisível me acolheu
e me aconchegou na palma de sua mão
para que eu pudesse ficar ali
bebendo o néctar do amor

E este néctar penetrou
nas moléculas do corpo
caminhou pelo emaranhando 
de veias e artérias
descobriu o caminho do coração

Ali se aninhou
cresceu... desabrochou!
O sorriso voltou
Me senti viva... fortalecida

Estava pronta 
para as novas batalhas da vida
Aprendi a separar o joio do trigo

Com o coração fortalecido
pelo néctar do amor 
não mais permiti que as surras
da vida me derrubassem

Aquela mão que amparou
continua me sustentando
Sou mais eu!

A minha fé não foi abalada
A maldade não criou raízes
na minh'alma

Sou uma guerreira
que trava batalhas renhidas
o meu triunfo vem daquela mão invisível
que é o meu porto seguro
o meu ápice de fé 
(Gracita)