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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Janela do tempo

Debruço-me na janela do tempo
vejo divagar meu pensamento
em fiapos de reflexão
voam para o infinito
buscam as estrelas
que piscam formosas
muito além do meu tempo

Sonho de olhos abertos
és efêmera e veloz a felicidade
custa tanto para vir
e quando vem não te demoras

Como a velocidade da luz
vai-te embora num facho de luz
e eu aqui sozinha
sussurro seu nome em pensamento

Oh, meu grande amor
porque vives escravo do tempo?

Eu sem tempo para parar o tempo
vivo a dor deste lamento
querendo-te, amando-te
vou driblando o fogoso tempo
para encontrar-te num outro tempo
Gracita