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sábado, 9 de fevereiro de 2019

Soneto da saudade

Em dias cinzentos e nebulosos as lembranças afloram
a velha mágoa já envelhecida enrijece na brancura do tempo
o coração corroído pela tristeza do abandono arrefece e chora
todo o sentimento de cumplicidade e amor vira dor sem demora

A saudade petrifica o coração e emudece o peito
os olhos tristes enevoados pela dor não veem a luz indo embora
Maltratada a alma se desmancha em fendas e fissuras
como o efêmero orvalho da manhã que ao receber o beijo do sol evapora

Na solidão o incólume destino fica enclausurado
guarda no coração os resquícios da paixão e do pecado
e o amor que fez pulsar o coração esvaiu-se na efemeridade do tempo

A luz esbranquiçada do luar não faz o coração regenerar
a escassez de sentimentos persiste e a desilusão persevera
sorrir não ousaria pois o coração lacrimeja de saudade 
(Gracita)
Minha participação na 69ª edição do Poetizando e Encantando
Proposta da amiga Lourdes do blog Filosofando na Vida