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quinta-feira, 30 de abril de 2020

2ª Edição do Café Poético - Mês de Abril

O nosso Brasil é imenso. Do Oiapoque ao Chuí a poesia prolifera em versos abundantes de formosura e magia. E é lá da Paraíba, Região Nordeste do nosso país que vem a notável poetisa Diná Fernandes nos agraciar com a sua exuberante poesia. Diná é uma exímia poetisa. A sua versatilidade literária é abundante. Diná  com o seu abalizado talento nos brinda com estilos diversos. E hoje ela trouxe o glamour para nossa página. Deliciem-se!
Nevou na minha Febre

Nevou forte na minha febre,
Febre que me deixava ardente.
Percebi, que nada mais em ti,
Não me embevecia como antes.

Senti uma distância enorme
Embotando minhas eloquências.
Tornei-me sisuda, inacessível.
Estranhei-me!
Como pude mudar tão de repente!

Um sentir repressor
Como que a condenar
Nossa relação se fez presente
Por toda aquela noite.

Nada questionei,
Apenas sabotei
Minha acessibilidade.

Eis que amanheceu...
Não lhe abracei,
Não lhe dei o beijo habitual,
Uma perceptível mudança!

Em minha frente
Vi um estranho.
Apressada e silenciosa
Olhei friamente
E lhe disse: acabou...!

As palavras perderam-se no vento!
Vento de amor caído por terra.
Assim nos despedimos...!
Sem mais uma palavra.

Diná Fernandes
E na próxima Edição do Café Poético a talentosíssima poetisa portuguesa Graça Pires virá notabilizar este evento com a sua magistral poesia
O café está fumegante! A poesia é magistral.
Sirvam-se e deliciem-se

Minha sincera gratidão a vocês amigos leitores que aqui estão prestigiando  a querida Diná. Beijinhos poéticos e até a próxima

terça-feira, 28 de abril de 2020

Cordel - Sereia Ariel

Ariel
Ariel uma linda princesa
Que vive nas águas profundas do mar
Uma exímia nadadora dos sete mares
Que gosta de navios antigos explorar
Sempre na companhia dos amiguinhos
Mergulha sossegada nas noites de luar

Não abre mão da companhia dos amigos
O peixinho Linguado é seu fiel escudeiro
Com Ariel pratica modalidades do nado
Pra cima e pra baixo o dia inteiro
Afoito se perde na espuma
É um peixinho desordeiro

Tem também o Sebastião
O caranguejo trapalhão
Que vive a fazer fofoca
Falando das artes do amigão
É o fofoqueiro de plantão
Do reino do Rei Tritão

Ariel é uma sereia inquieta
Nunca para no mesmo lugar
De manhã toma sol na praia
E à noite namora à luz do luar
Seu eterno apaixonado
O príncipe Eric que faz seu coração palpitar

 Escrevinhado por Gracita
Vamos nos encantar com a poesia da talentosa Diná
Espero por vocês
Beijinhos poéticos

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Enclausurada

Não corte minhas asas
Não tire o meu voo
não me deixe nesta clausura
senão eu vou morrer de dor

Nesta gaiola dourada
não posso e não quero viver
não sou pássaro para viver engaiolada
Deixe-me renascer! Preciso de liberdade

Livre-me destas amarras bordadas
Desate os nós da minha decepção
O meu canto confinado na garganta
Testemunha do meu desencanto
Meu violão silenciou-se!

Estou carente de afeto
Solte-me! 
E então ouvirá o meu canto
Não mais o triste lamento
das minhas lágrimas
banhadas de comiseração

Sou como ave plumante
Tente observar o meu voo
Não aprisione os meus sonhos
Não queira amputar minha vida

Não se espante com o meu tormento
Observe-me apenas por um só momento
Estou murchando... despetalando
Minha vida sendo decepada
E eu aqui nesta gaiola enclausurada

Desprenda-me deste cativeiro
Tire-me deste isolamento
Dê-me a liberdade
E volte a ouvir meu canto
(Gracita)


quarta-feira, 15 de abril de 2020

Café Poético - 1ª Edição do Mês de Abril

Discreto, sóbrio como todo mineiro, vem chegando o Toninho das Gerais
O mineirinho baiano que encanta com o seu estilo de poetar
Notável na tessitura poética o mineirinho salienta em versos 
 o estiloso poema Suprimindo a vogal "A" 
particularizando e enaltecendo o Café Poético
Ungido pelo beijo

Vive-se perdido por um beijo,
e o pressentiu bem eloquente,
louco perdido por um regozijo
viu-se de louco horrivelmente.

Nem mesmo perto pode sentir
o perfume sentido num sonho.
Embevecido deliciou no porvir
como sensível no entressonho.

Sequioso pelo beijo o sofredor.
Vive nos becos do submundo,
onde nutre de desgosto e dor,
pelo mundo. É o gemebundo.

Desiludido no sono profundo,
deliciou-se por todos desejos,
sorveu o beijo como sitibundo,
sentiu frescor com bom poejo.

Despertou-se no sol horizonte,
sobre teu ombro embrutecido.
o toque do querubim defronte,
pôs-se de pé como um ungido.

Toninho
14/07/2018 
Nascido em Itabira-MG - 1956 onde estudou e formou-se pelo SENAI. Foi jogador do Valeriodoce, paralelamente, quando trabalhou na Vale do Rio Doce na década de 70. Por motivo de estudos deixou tudo e mudou-se para São Paulo onde estudou. E diplomou-se Engenheiro Eletricista pela PUCMG, contratado pela Companhia de Energia da Bahia, onde vive até hoje. Iniciou-se na poesia no Recanto das Letras em 2010 onde mantém uma página com mais de 600 postagens. Seduzido pelos blogs criou o seu mineirinho-passaredo em 2010 hoje com mais de 1900 publicações. Não se sente poeta, mas sim um escrevedor de sentimentos e das mazelas do mundo.
Suas páginas na blogosfera
E na próxima Edição - 30 de abril o "Sonhos e Poesia"
tem a honra de receber a poetisa paraibana Diná Fernandes
Vamos degustar este poético café?

terça-feira, 14 de abril de 2020

Amanhã tem Café Poético

Amanhã o mineirinho Toninho virá nos presentear
com a sua bela e empolgante poesia
Vamos nos deliciar com a sua bela obra
Venha apreciar e tomar uma gostosa xícara de café
Eu e o Poeta Toninho estamos esperando por vocês
Sejam bem vindos!
Beijinhos poéticos e ... até amanhã

terça-feira, 7 de abril de 2020

Teu cheiro

Tens cheiro de silêncios e sonhos
Como melodia impregnada de ternura
Teu cheiro é o tato do meu mundo
Teu cheiro é tudo o que eu procuro
Teu cheiro é meu cheiro de amor

O doce cheiro da sua pele me seduz
Exala do teu  corpo escultural
E me conduz aos caminhos do carinho
Numa louca e desinibida atração

O perfume do teu corpo longilíneo
Me deixa em completo e voraz desatino
Faz de mim um homem menino
Que busca alucinado o teu aroma sedutor
Para a consumação plena do amor

Tu és mulher ardorosa e sedutora
A musa que vive a mesclar meus sentimentos
É puro deleite para os meus aguçados sentidos
O teu cheiro de mulher mistério

Me envolve na incógnita da sedução
E eu me entrego completamente despudorado
Ao deleite desta afogueada paixão
(Gracita)