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quarta-feira, 30 de setembro de 2020

2ª Edição do Café Poético - Mês de Setembro

 

Nesta nova quinzena o Café Poético recebe mais uma talentosa poetisa portuguesa. Com o seu  elegante e requintado versar a poetisa Luísa Fernandes adentra na passarela da poesia e provoca a nossa sensibilidade com um baile inesquecível  bordado com opulência e romantismo. Neste poético  e deslumbrante cenário vamos degustar esta fina pérola literária.

Vestido Negro Seda Fina

com fundo rosa floral

coloquei sapato preto

meia crepe cor de pele

grinalda de adrenalina

entrei no salão doirado

como se fosse menina!

 

Bailei tango, bailei balsa

bailei fado passeado,

bailei aquele corridinho

ao som da viola e do fado,

inspirei-me em fantasia

naquele baile do passado...

Rodopi-ei pela sala

com todo o meu frenesim,

cavalheiros faziam fila

querendo dançar assim...

 

Entrei de cabeça erguida

fingindo não ver ninguém,

só queria matar saudade

sentir presença, daquele alguém!

Ombro que me embalava

charme que me seduzia,

braços um tanto agitados

tranquilamente confortáveis

com seu passo afinado,

com seu brio de galã

e seu charme de afamado...

 

O salão era só nosso

tudo havia dispersado,

voámos naquele momento

num suspiro rumo ao céu,

ficando suspensos nas nuvens

juntinhos a namorar,

corações a palpitar

estrelas e luar sorriam

e anjos vinham bocejar.

 

Eram sonhos de amor

 só cabia aproveitar...

Oh!...E aquele lacinho encarnado

paletó azul marinho!

Por muitos anos que passem

é meu baú de pergaminho.

(Luísa Fernandes)

Na próxima Edição do Café Poético, no dia 15 de outubro,  o "Sonhos e Poesia" receberá a poetisa Donetzka

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Versos mudos


Nenhuma palavra...
Sentimentos soltos
emoldurados de silêncios
na confusão turbulenta
dos desconexos pensamentos

Com determinação e fé 
Vou mantendo a razão
no limiar das réplicas pensantes
Contornando as sinuosidades
que teimam em emaranhar
a positividade dos elementos
que cerceiam as expectativas

É como navegar em águas turvas
sem o auxílio da bússola
É um pensar sem sentido
desconectado da razão
desprovido de emoção

O poeta conhece o silêncio
A poesia foi enclausurada
Os versos emudeceram
O poema não aconteceu

Na tentativa de resgatar a inspiração
O poeta tinge sutilmente os versos
com os pigmentos aflorados na imaginação
para que as palavras ganhem vida
e os versos possam fluir com exatidão
(Gracita)

terça-feira, 15 de setembro de 2020

1ª Edição do Café Poético - Mês de Setembro

 

E vem desfilando com elegância a poetisa Verena derramando em nosso tapete literário lindas pétalas de amor e fazendo florescer em nossos corações todo o carinho e a ternura de seus afáveis versos fazendo luzir o amor que preenche nossos corações

Minha pequena Luisa

A vida permitiu

 que eu assistisse

 a lindos momentos que

 tive receio de não poder ver.

 

Tenho  a felicidade de ter uma netinha

 que só me dá alegrias e motivos para sorrir!

Vovó nem sente o tempo passar

 quando está com você.

 

Me emociono quando lembro do que você

me disse no dia em que voltou para

Alemanha com a sua mamãe:

"Vovó não posso te levar comigo

 mas te levo no meu coração."

 

A vida ainda lhe reserva muitas surpresas.

Torço para que tudo dê certo para você.

Nunca deixe de correr atrás do que lhe faz feliz nem

desista do que lhe parece ser difícil demais de alcançar.

 

Mesmo estando longe

 saiba que no meu coração você

 tem morada permanente.

Já estou contando os meses

 para te ter em meus braços novamente.

Muitos beijinhos com carinho

Vovó Verena

 E na próxima Edição do Café Poético teremos a poetisa Luísa Fernandes


segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Silhueta

Tenho-te guardada como uma miragem
a tua silhueta cristalizada 
posando para o meu deleite
numa perspectiva sombreada

O lado oculto do teu rosto
é como a face obscura da lua
Revela-se completamente nua
nos espectros da minha fantasia

Projeto meu olhar no infinito
em busca da visão escultural do seu corpo
a retina me devolve um contorno sinuoso
do seu suntuoso corpo tatuado em minha memória

A realidade é controversa
não atende o meu querer, o meu pensar
Minhas mãos vagueiam no ar sem conseguir
te tocar e acarinhar com meus lábios de fogo

Tu és apenas a silhueta do que foi o nosso amor
Não podemos nos fitar olho no olho
somos rimas, versos e poesia
Nas asas do meu versejar vou amando-te
sem cessar...