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sábado, 31 de outubro de 2020

2ª Edição do Café poético - Mês de outubro

 

O brilhante poeta Antônio Pereira vem chegando guarnecido de magia trazendo o encantamento da sua requintada e elegante poesia sussurrada pela alma trazendo o deslumbramento do seu célebre versar. Vamos degustar a sua notável poesia?

Café poético

 

Chega,

se achega para degustar o verso,

rimar a vida e a lida,

dar guarida a inspiração.

Pingar com criatividade,

bebericar o lírico,

ode adoçado de esperança,

reunir amigos no sarau do tempo.

Aglomerar poesia,

com alegria versejar;

acreditar que tudo passa,

enquanto a gente vai passando,

esse café poético pra tomar.

É servido? É servida?

Chega,

se achega para degustar.

(Autoria - Antônio Pereira Apon


O poeta declama com galardia para o nosso deleite. Assista!!!!!

sábado, 24 de outubro de 2020

Dentro do meu olhar...

 

No meu olhar eu gosto de brincar...
Brincar com as cores, com as formas
Neles eu posso navegar e deixar 
Os meus sonhos ancorar

No meu olhar vejo pássaros
Que eu inventei para cantar
Flores eu desenhei para
Perfumar o meu travesseiro

Tudo o que eu quiser e imaginar
Cabem na fantasia do meu olhar
Cabe um amor verdadeiro
Que arranca suspiros ao meu coração

No meu olhar cabe a lua no céu
Tecendo rendas para enfeitar
As estrelas penduradas no
No varal cor de ébano da ilusão

No meu olhar cabe a fantasia 
Da menina que dá asas à imaginação
Rabiscando em versos rimados
Os seus efêmeros sonhos de amor
(Gracita)

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Café Poético - Esclarecimento

 

Olá poetas, poetisas e amigos leitores.
O café Poético está se encaminhando para o seu final e hoje venho fazer um importante esclarecimento. Alguns poetas e poetisas deram o seu aval aceitando o convite para participar deste evento.
Mas com o passar do tempo alguns se esqueceram do compromisso assumido. Eu venho tentando contactar sem sucesso os amigos para informar-lhes com antecedência sobre  a data da sua participação.
Não vejo outra alternativa a não ser alterar as datas da participação de alguns poetas. A partir da próxima semana não divulgarei o nome do poeta ou poetisa da próxima Edição do Café Poético. O café continuará acontecendo quinzenalmente mas o poeta ou poetisa será aquele que me enviar em tempo hábil o seu poema para o meu email isto depois que ele ou ela der retorno ao meu contato. Não farei nova lista de participantes, Tentarei de todas as formas contactar o escritor. Diante da impossibilidade pelo não retorno seguiremos com a lista. Espero que todos compreendam a situação e peço a quem manifestou o seu desejo de participar que entre em contato comigo através deste e-mail... gracita.fraga@yahoo.com.br
Se possível enviem o seu poema para que eu possa organizar o agendamento.
Na próxima Edição do Café Poético  no dia 31 deste mês o poeta Antônio Pereira (APON) estará abrilhantando o nosso Evento
Conto com a compreensão de todos e minha gratidão pelo apoio, estímulo e participação dos amigos e dos leitores.
Um grande e fraterno abraço e muitos sorrisos

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

1ª Edição do Café Poético - Mês de Outubro

A poetisa Donetzka chega com o seu carisma e sua arte para enaltecer mais uma Edição do Café Poético. A passarela está pronta e a requintada poetisa nos convida para este grandioso desfile literário. Cheia de charme e esbanjando inspiração a poetisa Donetzka traz o brilho e o glamour de sua poesia.
Acomodem-se e degustem esta obra prima da literatura

Esperança  & desesperança


Há dias em nossas vidas que temos a impressão...

De que chegamos no fim do caminho.

Olhamos para frente e não vemos nem uma saída.

 

Não há uma luz no fim do túnel...

E não há também nem uma possibilidade de voltar.

Sentimos que todos os nossos projetos, objetivos...

Foram levados para bem distante.

 

Estamos sem condições de torná-los realidade...

De alcançá-los.

Parece mesmo que o outono da nossa existência...

Fez com que secasse as nossas esperanças...

 

E o vento forte do inverno...

Veio para varrer das nossas mãos...

Todos os nossos sonhos acalentados!

A morte vem e arrebata os afetos de nossa alma...

 

Deixando-nos o coração dilacerado.

Sentimo-nos perdidos, não sabemos que rumo tomar.

Ficamos atônitos, sem nem uma ação ou reação como árvore ressecada...

Sem folhas, sem brilho, sem vontade de viver.

 

É a desesperança!

De repente, como acontece com a natureza..

A primavera vem e muda toda a paisagem!

As árvores secas enchem-se de frutos verdes...

 

E logo estão cobertas de folhas e flores.

O tom acinzentado cede lugar às cores vivas e tonalidades mil.

É a esperança!

 

Os entes queridos que nos antecederam na viagem...

De retorno à pátria espiritual, um dia estarão novamente juntos...

Aos nossos corações saudosos, num abraço de carinho e afeição!!!

Tudo na natureza volta a sorrir.

 

A relva verde fica bordada de flores, de variadas matizes.

As borboletas bailam no ar!

Os pássaros nos brindam com suas sinfonias harmoniosas.

Tudo é vida!

 

Assim, quando a chama da esperança reacende em nosso íntimo...

Nossos sonhos, desfeitos...

São substituídos por outros anseios, outros desejos.

Nossos objetivos se modificam...

 

E o entusiasmo nos invade a alma!

Jesus, o sublime Galileu...

Falou-nos de esperança no Sermão da Montanha...

Com o suave canto das Bem Aventuranças!

 

Exemplificou-nos os seus ditos e feitos.

Enfim, toda a sua mensagem é de esperança!

Por isso alimente seus sonhos...

Com a esperança de um mundo feito de pessoas como você!

 

Aproveite, viva a vida com intensidade...

Respeitando o espaço de cada uma das pessoas...

Que se fazem presentes na face da Terra.

Se a desesperança cercar-se de nós...

 

Vamos lembrar o amigo dos céus:

“Meu fardo é leve e meu jugo é suave”.

Pois bem, se o fardo é leve...

Por que não o conduzimos?

 

E se o Seu jugo é suave, por que não o aceitamos?

Vamos levar a vida adiante, acreditando, especialmente...

Naquela força maior que nos deu vida, Deus...

Independente de qual seja o nome que você dê a Ele.

 

Saibamos aproveitar com sabedoria...

Qualquer momento que a nós é oferecido...

Momento como esse que estamos vivendo...

Para dizer quem sabe um… eu te amo!

Autoria: Donetzka Cercck L. Alvarez

Texto de Reflexão.

Escrito em 01/01/2008.

Registrado e com Direitos Reservados.

Esse texto foi publicado no site abaixo com OS devidos créditos:

http://www.clickgratis.com.br/mensagens/reflexoes/a-esperanca-e-a-desesperanca.html#.UsubZeCdJpA.mailto

E no dia 31 de outubro a poetisa Lourdes Duarte estará abrilhantando o nosso Café Poético com a sua maravilhosa arte de poetar.

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Onde mora a felicidade

 Sentindo a tua ausência, ao findar de mais um dia, também parti

Voei para outras paragens buscando outras formas de felicidade

Um passagem num túnel de muita luz me foi oferecida

Acedi à estreita passagem e por ela desci...


Uma deusa de rara e exótica beleza me conduzia

pelos labirintos perfumados ornado por flores minúsculas de jasmim

Em meu coração a pulsação crescia ante aquele brilho de ilusão

 

Lagoas azuis aprisionadas em desertos ensolarados

 cascatas brilhantes jorravam fagulhas de amor

para saciar a sede dos viajantes em percalço

 

Como se fosse uma quimera te vi, linda, esvoaçante

pousada no seixo mais belo da lagoa a banhar-se

como ninfa dourada numa banheira de espuma

 

A deusa puxou-me pela mão ao ver o meu deslumbramento

atendendo ao seu desejo caminhei por colinas verdejantes

a excitação crescia na proporção da tentação

o ruflar de suas asas douradas me atraía

eu não te esquecia... sofria... mas seguia

 

Vi castelos formosos serem desfeitos pelo leve sopro da brisa do mar

Vi corpos de areia, figuras sem alma,

serem devassados pelo ciúme do vento

Num jardim de magnólias geometricamente desenhado

vislumbrei a minha borboleta dourada pousada numa flor escarlate

sorrindo embevecida ao me ver aproximar

 

A deusa desapareceu num redemoinho de vento

Com um giro e belo rodopio tu te puseste a dançar

e ao final do frenético e luxuriante bailado

vi o encanto se quebrar e ali em meio às flores

Conseguimos enfim nos abraçar e com um beijo demorado

selamos o nosso amor e naquele vale da felicidade decidimos morar

(Escrevinhado por Gracita)