Descobri onde mora a felicidade
Sentindo a tua ausência, ao findar de mais um dia, também
parti
Voei para outras paragens buscando outras formas de
felicidade
Uma passagem num túnel de muita luz me foi oferecida
Acedi à estreita passagem e por ela desci...
Uma deusa de rara e exótica beleza me conduzia
pelos labirintos perfumados ornado por flores minúsculas de
jasmim
Em meu coração a pulsação crescia ante aquele brilho de
ilusão
Lagoas azuis aprisionadas em desertos ensolarados
cascatas brilhantes
jorravam fagulhas de amor
para saciar a sede dos viajantes em percalço
Como se fosse uma quimera te vi, linda, esvoaçante
pousada no seixo mais belo da lagoa a banhar-se
como ninfa dourada numa banheira de espuma
A deusa puxou-me pela mão ao ver o meu deslumbramento
atendendo ao seu desejo caminhei por colinas verdejantes
a excitação crescia na proporção da tentação
o ruflar de suas asas douradas me atraía
eu não te esquecia... sofria... mas seguia
Vi castelos formosos serem desfeitos pelo leve sopro da
brisa do mar
Vi corpos de areia, figuras sem alma,
serem devassados pelo ciúme do vento
Num jardim de magnólias geometricamente desenhado
vislumbrei a minha borboleta dourada pousada numa flor
escarlate
sorrindo embevecida ao me ver aproximar
A deusa desapareceu num redemoinho de vento
Com um giro e belo rodopio tu te puseste a dançar
e ao final do frenético e luxuriante bailado
vi o encanto se quebrar e ali em meio às flores
Conseguimos enfim nos abraçar e com um beijo demorado
selamos o nosso amor e naquele vale da felicidade decidimos
morar
Gracita