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quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Costurando poesia

 

Venho costurando minha vida

Com as linhas da saudade

Escolho com redundância as cores

Procurando equilibrar os matizes

Para que o bordado final

Não se pareça com um emaranhado

De dor e desilusões

 

Por vezes o cinza insiste

Mas o marrom sempre impera

Logo me vem um sorriso

Pois existe saudade bonita

Eu mudo o tom, amarro fitas

De inúmeras cores e texturas

 

Busco pacientemente a ponta do novelo

E intercalo a trama com o fio amarelo

A saudade é a tecelã do tempo

Quando menos se espera

Ela se esvai devagarinho, num sopro

Arremata o momento, alinhava o pensamento

 

De súbito ela abre a porta e vai embora

Deixa um oco na trama da costura pois

Sabe que a qualquer momento poderá voltar

Deixa a porta encostada, o cadarço do lado de fora

Nunca avisa quando irá retornar e quando regressar

Encontrar-me-á costurando a trama com o verde fluorescente

Uma cor bem quente, que transmite esperança e paz


A saudade ao ver aquele tom brilhante

Sentir-se-á enfraquecida pela minha borbulhante energia

E eu vou trançando um bordado multicor com os fios

Da minha vida, ora tristes, ora alegres, mas enfim

É a trama da minha vida costurada em poesia

(Gracita) 

Queridos amigos agradeço pelas palavras de apoio nestes dias em que fiquei afastada por motivo de saúde. O carinho de vocês foi essencial para a minha recuperação. Pra vocês a minha palavra é...