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quinta-feira, 4 de julho de 2024

Palavras que ferem

 Olá queridos amigos

Precisei ficar afastada por alguns dias para descansar e recuperar o fôlego

Estou de volta!

!00% com certeza não...

Mas a poesia que habita em mim pulsa mais forte e quer ser externada

E por ela, aqui estou brincando de fazer poesia

Gratidão aos amigos que souberam compreender a minha necessidade de isolamento e aguardaram pacientemente o meu retorno.

Um forte abraço e vamos de poesia

Palavras na boca daqueles cujo domínio não controla
São como bisturi ,dilaceram e  decepam os sentimentos
Provocam grandes terremotos no âmago do eu
Aliciam deliberadamente vítimas fatais
Destroem sem compaixão o coração 

Palavras mal pronunciadas
São armas potentes, letais
Envenenadas de puro rancor
Machucam, inflamam feridas
Golpes premeditados
Que fazem sangrar o coração
Quando friamente proferidas 

Quem as usa, têm consciência do impacto
Burlam regras e limites no âmbito
Da falta de cortesia e Educação
O seu prazer é mórbido, odioso
Se satisfaz com o sangue que jorra do coração

Os mesmos lábios que profetizam mansidão
Pregam o amor, falando de paz e harmonia
Deixam marcas indeléveis com suas odiosas palavras
Uma ferida que sangra em profusão o sensível coração

Em nome de uma vingança velada
Provocar uma grande ferida seja o argumento
E para pisar, esmagar e ferir brutalmente
Só esperam por uma brecha, um momento

Quantos defeitos a alma inquieta carrega
O corpo vibra de descomunal prazer
O desafeto foi subjugado pela mordaça
Dos vocábulos da Língua Mater
(Gracita Fraga)