domingo, 12 de agosto de 2018

Criar ... recriar ... reinventar ... poetizar. 48ª Edição do Poetizando e Encantando

Sou artífice da arte e da poesia
meus filmes faço com palavras
Interpreto imagens distintas
invento cores, crio um ritmo
expresso em letras minúsculas
o que move o coração do sertanejo
na labuta ferrenha põe na mesa o pão sagrado

Faço poesia com imagens alheias
O sonho de alguém em nuances aquareladas
o reflexo tremeluzente de uma paisagem
onde o bucolismo vem me acariciar
na placidez da natureza exuberante
que acolhe com meiguice e afeto
os habitantes filhos do universo
Eu, a moça da vila do interior
quieta, solitária e tímida
invento versos, reinvento a magia
adentro nas estrofes da poesia
subo a colina sob o sol causticante
levando a moringa de água 
para saciar a sede daquele
que ceifa o rincão em busca do alimento
que fará a fartura do nosso sustento
ergo as paredes do sonho de um edifício
que não planejei e onde jamais morarei
vivo a arquitetar palavras, inventar poesia
para os personagens da minha doce utopia
Gosto de sair nos finais de tarde
de mãos dadas com o grande mentor
sentir o entusiasmo da vida
estar a serviço do sonho de outrem
gosto de ser as reticências de alguém
que sonha com um mundo novo
Gosto de ser a fagulha que incendeia
um poema novo que contagia uma ideia
se transforma e serpenteia em palavras
os sonhos da moça das letras
que cria, recria e reinventa a magia
da utópica poesia montada em cenas distintas
num filme cenográfico de imagens interpostas
propiciando uma explosão de poesia
numa tarde soturna e longíqua
onde pai e filho vagueiam pelas vertentes da vida

E aqui meu devaneio em mais uma Edição do Poetizando e Encantando
da amiga Lourdes no seu blog Filosofando na Vida