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sábado, 21 de novembro de 2020

Efemeridade

 

Das liberdades que pensamos existir
Dos medos que nos atormentam
É tudo o que eu gostaria de expressar


Dialogar sobre a fragilidade humana
Da efemeridade da vida
Que se esvai num sopro fugaz

Falar desse silêncio que me assusta
A busca pelo desconhecido
Que nos atira de encontro ao vácuo

Minha mente navega por horizontes incertos
Gostaria de contemplar o pôr do sol
Na placidez morna da tarde

Gostaria de sentir a brisa da manhã
Acariciando com suavidade o meu rosto
Sem o fantasma da ausência
A sufocar o meu riso maroto

Das lembranças que guardo 
Queria apenas aquelas que
Não fizessem chover meus olhos

Das armadilhas da vida
Fugir  e esconder-me 
Ofuscar da mente 
As memórias torpes e tristes
De um tempo risonho
que não voltará jamais
(Gracita)

Meus amigos, cuidem-se, protejam-se!
A vida se esvai num sopro