Das liberdades que pensamos existir
Dos medos que nos atormentam
É tudo o que eu gostaria de expressar
Dialogar sobre a fragilidade humana
Da efemeridade da vida
Que se esvai num sopro fugaz
Falar desse silêncio que me assusta
A busca pelo desconhecido
Que nos atira de encontro ao vácuo
Minha mente navega por horizontes incertos
Gostaria de contemplar o pôr do sol
Na placidez morna da tarde
Gostaria de sentir a brisa da manhã
Acariciando com suavidade o meu rosto
Sem o fantasma da ausência
A sufocar o meu riso maroto
Das lembranças que guardo
Queria apenas aquelas que
Não fizessem chover meus olhos
Das armadilhas da vida
Fugir e esconder-me
Ofuscar da mente
As memórias torpes e tristes
De um tempo risonho
que não voltará jamais
(Gracita)
Meus amigos, cuidem-se, protejam-se!
A vida se esvai num sopro
