Ao olhar, mais que ver, sentir a pertença àquele lugar, é
graça, é completude próxima de um arrebatamento que dispensa explicação. Todo
sentimento despertado lampeja em fração de segundos, despeja uma certeza até
então desconhecida e traz à vista o quê fala a sensação.
De onde surgiu essa voz que só a mim é audível? Como essa
vibração acelerou meu pulso, meu passo distraído, minha intuição? Serão visões
do passado? Serão lembranças de alguém? Serão histórias lidas ou não?
Parei de indagar, afinal, de que me serve saber para além do
fundamental que me diz pleno de convicção que:
___sim, reconhece-te nesta plaga. Faz-te parte das folhas, das copas, do vento. Vista-se das gramíneas. Banhe-se na luz esmiuçada nos troncos. Abrace a paz estendida em mesa farta e saboreie a grandeza da criação.
(Carmen Luísa)
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