Uma longa espera...
por quem não veio
e talvez jamais virá
Sonho desfeito
gosto amargo
da desilusão
decepção
mágoa
dor
Perco-me nas voltas
do traço tênue que faço
no emaranhado do pensamento
do meu território emocional
O sonho da espera
mostrou-me um horizonte
tão longínquo e fugaz
Na ferrovia vazia
em acabrunhada agonia
me debato nas asas da desilusão
Contorno as margens
desse vácuo emocional
construo fios de solidão
para revestir o coração
que sangra pela
dor do desencontro
(Gracita)