quarta-feira, 31 de julho de 2024

Dança comigo?

Uma música suave ecoa pelo salão
Uma voz sedutora... Dança comigo?
Me deixo conduzir por você e pela música
Aconchega-me nos braços
E no ritmo daquela linguagem poética
Valsamos pelo salão esquecidos do mundo

O calor dos nossos corpos colados
Expressam emoções e seduz minh'alma
Sensação de prazer invade o meu corpo
Sorrio e... estremeço!

Seu olhar me acolhe com acordes de carinho
Suavemente coloca a minha cabeça em seu peito
Seus braços me envolvem com a sutileza da paixão
Aspiro o teu perfume que exala sensualidade

Em estado hipnótico sinto o deslizar 
de suas mãos em minhas costas nuas
Perco a noção. A tua ternura me enlouquece
A música é a sinfonia que acolhe nossos corações

E baixinho ele sussurra em meu ouvido
Dança comigo e só comigo
Fico extasiada com o tom rouco de suas palavras
Fecho os olhos. Estou em sinergia com os seus desejos

Sinto o calor dos teus lábios deslizar pelo meu rosto
Seduzida pelas doces carícias continuamos a bailar
Dança comigo eu lhe digo enquanto durar o nosso sonhar
Ou até a música acabar...
Dançando eu desejo ir até onde este amor me levar
(Gracita)




 

quinta-feira, 25 de julho de 2024

Versos cósmicos

 

No cósmico espaço disperso
Onde meus versos vou lançar
Deles feliz me desfaço
Na certa alguém há de capturar

Pode ser que um viajante lunar
Tenha reconhecido os meus traços
Espalhados pelo espaço cósmico
E não os deixe vagar a esmo

Lanço do poema uns versos
Na lua os farei ecoar
A inspiração irá no encalço
Deles ela não quer se separar

No espaço cósmico os meus versos esparsos
sozinhos não deverão ficar estacionados
O trovador viajante trouxe-os de volta
Para a poesia aformosear
(Gracita)

sábado, 20 de julho de 2024

Alma de mulher

 


Sou Mulher!
Tenho alma imensa... colossal
Feita de medo e coragem
De silêncios, amarras e voz

Minhas amarras são feitas de laços
Não são como nós difíceis de desatar
Tenho alma leve, faceira
Fui cunhada com a ferramenta do amor

Sou colorida, perfumada, bem cuidada
Dessas que sorri por bobagens
Que não suporta desaforo
Adora carinho, mensagens e flores

Sou Mulher!
De alma leve, límpida e efêmera
Sou astuta e perspicaz
Sou essencialmente Mulher
(Gracita Fraga)

segunda-feira, 15 de julho de 2024

O Poeta

 

O poeta

Olha o infinito

A lua e as estrelas

O poeta sonha

E rabisca poesia

 

O poeta sonha

Com um amor verdadeiro

Idealiza uma vida em conjunto

Uma vida plena e serena

Em plena madrugada fria

 

O poeta deixa a sua alma voar

Sonha com aquele amor distante

Chora por aquele amor que foi embora

 

O poeta transforma a sua dor em poesia

E oferece-as para nos fazer companhia

Ele chora, clama pela dor do abandono

Metaforiza o sofrer em algemas poéticas

 

O poeta nos faz companhia com palavras de alegria

Nos dias de turbulência e grandes vendavais

O poeta segue poemando em versos livres

As suas mágoas, suas desilusões e efêmeros

Momentos de nostalgia e quiçá de felicidade

(Gracita)


quinta-feira, 11 de julho de 2024

Você trouxe a luz


Estou refém da solidão
 Andando a esmo
Meu coração inerte
Trilhou caminhos sinuosos
Foram tempos vazios
Sem momentos luminosos

Perguntas sem respostas
Percorri caminhos estranhos
Sem rota definida, um desatino
No meu íntimo, silêncio insano
Em murmúrios que provocam contrassenso

A luz do amor enfim brilhou no horizonte
Como mágica chegaste em propícia hora
Ao meu dorido coração trouxeste luz e calor
Felizes, caminhamos juntos, no aqui e agora
(Gracita Fraga)

quinta-feira, 4 de julho de 2024

Palavras que ferem

 Olá queridos amigos

Precisei ficar afastada por alguns dias para descansar e recuperar o fôlego

Estou de volta!

!00% com certeza não...

Mas a poesia que habita em mim pulsa mais forte e quer ser externada

E por ela, aqui estou brincando de fazer poesia

Gratidão aos amigos que souberam compreender a minha necessidade de isolamento e aguardaram pacientemente o meu retorno.

Um forte abraço e vamos de poesia

Palavras na boca daqueles cujo domínio não controla
São como bisturi ,dilaceram e  decepam os sentimentos
Provocam grandes terremotos no âmago do eu
Aliciam deliberadamente vítimas fatais
Destroem sem compaixão o coração 

Palavras mal pronunciadas
São armas potentes, letais
Envenenadas de puro rancor
Machucam, inflamam feridas
Golpes premeditados
Que fazem sangrar o coração
Quando friamente proferidas 

Quem as usa, têm consciência do impacto
Burlam regras e limites no âmbito
Da falta de cortesia e Educação
O seu prazer é mórbido, odioso
Se satisfaz com o sangue que jorra do coração

Os mesmos lábios que profetizam mansidão
Pregam o amor, falando de paz e harmonia
Deixam marcas indeléveis com suas odiosas palavras
Uma ferida que sangra em profusão o sensível coração

Em nome de uma vingança velada
Provocar uma grande ferida seja o argumento
E para pisar, esmagar e ferir brutalmente
Só esperam por uma brecha, um momento

Quantos defeitos a alma inquieta carrega
O corpo vibra de descomunal prazer
O desafeto foi subjugado pela mordaça
Dos vocábulos da Língua Mater
(Gracita Fraga)