quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Poesia que habita a alma

Dançar é desenhar com o corpo
a poesia que habita a alma
Dançar é permitir que o corpo
execute na cadência dos versos
o lirismo da poesia

O corpo é o templo da arte
É a exposição escultural
dos sentimentos que vivem 
em constante festividade
consumada em versos ritmados

A dança é a linguagem do amor
escondida nos recônditos da alma
extravasada num salão
com o partner dançarino 
que desperta a emoção
com giros elegantes
numa auspiciosa dança de salão

A dança é um desejo perpendicular
que se mescla com a música
num dueto de ritmo, magia e sensualidade
e deixa exalar a voluptuosidade da poesia
na amplitude dos requebros
executados com  maestria

Dançar é criar uma escultura corporal
fecundada na unicidade de dois corpos
Visível por alguns instantes em que
a magia da poesia é elencada
nos deslizar harmonioso e sofisticado
dos corpos frenéticos dos dançarinos
(Gracita)

Venha poetizar com a amiga Lourdes
Filosofando na vida