Poeta gosta de palavrear
fala de amores, de dores e cores
Fala da lua, da rua, da menina nua
fala da vida vazia, da primazia
e até da ventania
Fala da solidão, da emoção e do tesão
da paixão que corrói o outro coração
Fala de música, de modinha de melodia
compõe ária, sonata e faz bravata
Poeta fala de tudo e fala de nada
Poeta só não fala daquilo que machuca seu coração
Este é um tesouro aveludado
que o poeta mantém fechado
no porto da sua solidão
(Gracita)