segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Palavras ao vento

 

Tuas doces palavras são como grãos de pólen levadas pelo vento
Doces palavras espalhadas pela brisa que se perdem no tempo
Tu não me conheces e eu não te conheço
Você não sabe quem eu sou e eu não sei quem tu és
Somos seres ímpares enlaçados pelos versos da poesia

É o apego que temos pelas palavras que nos mantêm enlaçados
O desapego de alguns pelos versos nos deixa destroçados
Somos extraordinários em nossos sonhos de fazer poesia
Mas encontramo-nos dispersos em nossos quereres
Estamos perdidos na multidão de seres insensíveis

Precisamos estar aglutinados em comunhão poética
Nossos versos não podem ser transportados pelo vento
Somos seres que nos alimentamos da beleza das palavras
Somos poetas! Vivemos a fazer poesia

Que as nossas palavras rimadas ou não
Não sejam deslocadas pelo vento
Elas precisam compor a poesia
Que é o nosso banquete literário de cada dia
(Gracita Fraga)