terça-feira, 27 de outubro de 2015

Leve como uma pluma

Desejamos ardentemente a felicidade
Mas no nosso egoísmo não aceitamos os pedaços
Fatias de felicidade não nos servem
Queremos que ela seja plena

Ansiamos triunfar sobre todas as dores
Queremos exorcizar nossas mágoas
Podar de vez as incertezas
E assim acabar com as tristezas

E aquela dor pujante
Que tanto abalou o coração
Assim num sopro efêmero
Se foi... Leve como a pluma

A verdade apareceu
Sem que fosse procurada
Nua e crua se revelou
Uma crise ela ocasionou

Com o choque uma tremedeira
O coração bateu descompassado
E naquela louca arritmia
Brotou um insano desejo
De ferir com a mesma intensidade
Aquele que por várias te feriu

Mas o tempo é bom conselheiro
Devagarinho o coração acalmou
A alma leve e serena
Enviou um recado ao coração
Tristeza nunca mais
Chegou o momento
 De exorcizar aquele fantasma
 Que tanta dor provocou.

O coração conheceu a leveza da pluma!
E você meu amado
Deixou de ser essencial
O amor de outrora
É agora um fantasma na escuridão.