quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Sou rio... de felicidade? Talvez!

 

Nas águas transparentes do rio me vejo
Qual Narciso contemplo minha beleza
Tenho pressa, sou correnteza!
Por vezes calmo, por vezes tempestuoso
Sim, eu sou como um rio.

As vezes sou largo, outras vezes estreito
Sou berço, sou leito, sou nascente
Onde o sol poente deita sua cabeleira
Na esperança de ver nascer a lua

Meus antepassados eram rios volumosos
Hoje somos filetes de água 
Onde os enamorados se encontram
E trocam juras de amor eterno

E eu sigo a minha jornada
Serpenteando as encostas
Ornadas de flores e cores
Oferecendo o meu leito
Para as lágrimas ardentes
Daqueles amores que não
frutificaram e não deram sementes
(Gracita)