sábado, 23 de janeiro de 2021

Amor escrito nas estrelas

 

    'Numa galáxia qualquer dois astros vagavam solitários e sem brilho. Um desconhecia completamente a existência do outro. Passeavam por entre as estrelas admirando o seu brilho suave e suspiravam. Durante a caminhada pelo universo passaram perto um do outro, mas foram incapazes de se ver ou sentir a magia do outro. Houve momentos em que quase se tocaram, quase se esbarraram, quase se notaram, quase se viram... Mas a escuridão era tamanha que não se admiraram! E ficaram no quase... caminhando a esmo. No alto do firmamento vislumbravam pontinhos brilhantes que pareciam sorrir-lhes. O ser masculino era bonito! Suas curvas arredondadas eram perfeitas. Tinha uma bela cabeleira dourada que na ausência da luz não deixava ver a sua belíssima cor. Era um louro dourado com nuances de vermelho e laranja e quando ele ria de contentamento duas covinhas faceiras eram vistas em sua face na parte inferior do seu queixo másculo. Já o ser feminino era delicada e suave. Sus tez muito alva lembrava os flocos de neve da estação gelada dos pólos. Tinha um riso doce e terno. A sua brancura transparecia em forma de silhueta em meio àquela sombria escuridão. As estrelas conspiraram para que esses astros tristes pudesse se ver, se admirar e propiciaram um pôr do sol espetacular com um brilho excepcional em tons dourados. Vagando sem destino os seres galácticos se encontraram em uma praia deserta. Aproximaram-se, olharam-se e nada mais precisou ser dito. Beijaram-se! Em humanos se transformaram. E o  amor escrito nas estrelas germinou e frutificou... Dessa união maravilhosa o ser humano nasceu!

Minha participação no desafio proposto pela Norma Emiliano em seu blog Pensando em Família