sábado, 6 de junho de 2015

A pequenez humana

Hoje acordei nostálgica. Parei para pensar num assunto que me incomoda muito. A pequenez da alma humana. Somos seres humanos ínfimos diante da grandeza do Criador e muitas vezes nos esquecemos que somos um pequenino grão de areia na imensidão do oceano. Esquecemo-nos da nossa pequenez e das nossas fragilidades. Alguns se julgam tão auto suficientes que se esquecem que somos filhos do Criador, concebidos num plano de amor, dotados com um coração que deveria servir para amar, aconchegar e acolher os que sofrem e são humilhados. Mas a altivez, o orgulho, a inveja, a intolerância e apego às suas verdades impolutas não lhe permite colocar-se no lugar do outro. É incapaz de perceber o quanto é doloroso para um ser humano  ser  rejeitado, humilhado, esquecido num canto como trapo velho. E tudo por quê?  Porque se comportam como se não precisassem de ninguém, como se pudessem resolver tudo sozinhas, são petulantes! Se acham tão soberanas, maiores que Deus. Esquecem que na vida precisamos uns dos outros e são nos momentos de maior fragilidade do nosso próximo que temos de estender a mão e acolher. Gestos simples de solidariedade fazem a diferença numa sociedade conturbada e desprovida de valores morais e afetivos. São cenas corriqueiras de desamor e incompreensão que nos deixam de coração partido. A alienação de determinadas pessoas me causa constrangimento e repulsa. Apego? Desamor? Humilhação? Maldade? Ofensa? Inveja? Pra quê? Desta vida nada levaremos. Então porque não semear amor, ser mais complacente e demonstrar benevolência com quem necessita. Hoje o meu próximo está caído, humilhado, sofrendo. Uma pessoa com grandeza de alma perceberá tua aflição mesmo que ela não seja dita. Percebemos as dificuldades pelas quais passa o nosso irmão através do olhar opaco e do timbre de sua voz.  A pequenez do ser humano é tão estarrecedora que fico me perguntando se algum dia este ser humano de alma tão pequena e coração tão insensível será capaz de se colocar no lugar do outro. Acredito que não! E  assim vamos vivendo... indignados com um comportamento tão desprezível. Cabe àqueles de coração sensível semear o amor nas estradas da vida e esperar que a boa semente floresça nos corações daqueles que reconhecem que somente o amor será capaz de vencer tantas iniquidades.