Caminho devagar! Pelas estradas da vida
Vou deixando as minhas pegadas.
Elas marcam os territórios
Por onde andei e tudo que lá deixei
Hoje me sinto mais forte
Mais feliz, quem sabe!
No coração levo a certeza
De que muito pouco sei
Ou nada sei!
Sou eterna aprendiz
Que procura nas curvas da vida
O sabor suave de um sorriso
O carinho de uma palavra amiga
É preciso paz para discernir
E muito amor para fazer florir
Os corações machucados pela amargura
É preciso fazer pulsar o coração
É preciso pausa para se autoanalisar
Conhecer-se devagar, sem pressa
É preciso stop para se autodefinir
Saber ouvir, ler nas entrelinhas
E voltar leve, empoderada
Feliz, ponderada e realizada
Viver a vida sem pressa
Porque nessa árdua caminhada
Eu já chorei demais
(Gracita)
João Monlevade, 03/04/2018