Hoje eu me entrego diante do espelho
Encontro-me perdida em terra estrangeira
Vivendo de forma clandestina
Distante de mim mesma
Meu retrato...
Retrata o que eu sou
Quem decifrará minha alma
Fui invadida, atacada no âmago do meu ser
Fugi daqueles que me atacaram
Hoje clandestina nesta vida estou
Ouço vozes ao longe...
Dizendo em sintonia
Volte... volte...volte!
Saia desta vida clandestina
Hoje decidi ser o dia
Que vou sair da clandestinidade
O atacante já foi descoberto
Mas jamais será revelado
De frente pro espelho
Vejo uma alma
idêntica à minha
Retratos iguais
Seremos clones?
Jamais!
Eu continuo a ser eu
Liberta às vezes
Clandestina em outras
Mas sempre serei eu
O meu retrato foi retratado
Com clareza e nitidez
Por vezes mostro minha pureza de alma
Noutras me refugio na clandestinidade
(Gracita fraga)