O vício é um tédio
É um equívoco
É errôneo
É dorido
Sofrido
O vício é inerente
De mentes torpes
O vício é indecoroso
Indigno, obsceno
O vício é sórdido
Indecente, pervertido
Nojento, impuro
O vício é
Desprezível
E ignóbil
(Gracita Fraga)
O vício é um tédio
É um equívoco
É errôneo
É dorido
Sofrido
O vício é inerente
De mentes torpes
O vício é indecoroso
Indigno, obsceno
O vício é sórdido
Indecente, pervertido
Nojento, impuro
O vício é
Desprezível
E ignóbil
(Gracita Fraga)
É preciso equilíbrio psicológico
Que nos direcione em reflexões
Com conteúdo
hermético
Que nos deem
subsídios recorrentes
Que nos propiciem
objetivos nítidos do nosso querer.
Dispomos de um momento
Em que o exercício do discernimento
Foi reprimido pelo descrédito exclusivo
E irrestrito de nosso
eu.
Tudo intercorre dos instintos filosóficos
Que florescem do interior do nosso ego.
Eu me interrogo. Quem sou eu?
Sou um ser vivo, intermitente
Sou intenso,
imperfeito, incongruente.
Eu tenho sentimentos controversos.
Meu choro é compungido e ininterrupto
Oriundo dos veios do
sofrimento.
Sorrio feliz sem
motivo evidente.
Sou um ser inventivo
Sempre perseguindo um luzeiro que me ilumine.
Meu psicológico vive um redemoinho
De infrequentes
estímulos cognitivos.
Vivo em similitude
Uso o estilo do meu eu interior.
Sou luz no fim do circuito.
Tenho percurso definido
Pelo ser ecumênico do universo.
(Gracita Fraga)
Em versos curtos
Eu digo o que sinto
Revelo sentimentos
Protegidos dentro de mim
Sentimentos obscuros
Sofrimentos, dores
Suplícios, tormentos
Sentimentos vivos
Destemidos, luminosos
Esculpidos no nó epidérmico
Enternecimento... sentimento puro
Um mimo pro meu íntimo
Núcleo interior pomposo
O foco do cerne
Primoroso sentimento
Que subsiste intrínseco
No recôndito do meu ser
(Gracita Fraga)