sábado, 20 de outubro de 2018

Clície ... a ninfa das águas

Clície... a bela ninfa das águas
caminhou até ponta da enseada
e sentou-se nas pedras à beira mar
para admirar Apollo por quem estava apaixonada

Apollo ria e desdenhava de seu amor
Que ironia - ele despreza o meu amor
Triste e desiludida acompanhava o esmaecer do dia
e tendo a lua por companhia banhava-se em lágrimas
aguardando o nascer grandioso de um outro dia
para novamente ver o seu amor e suspirar

O seu amor não conseguia atingir o gélido coração de seu amado
Triste, chorosa e sem estímulo a bela ninfa começou a definhar
 Tuas lágrimas foram petrificando e seus pés enraizaram naquele lugar

Os dias nasciam, se engradeciam e esmaeciam com a luz crepuscular
e a bela ninfa derramava lágrimas de dor pela rejeição sofrida 
Somente o majestoso sol a fazia brilhar e sonhar. 
Nas noites frias a bela ninfa deixava o pranto fulgurante os seus pés irrigar

Os deuses do olimpo se apiedaram da linda jovem
como ela não pudesse mais sair daquele lugar
transformaram-na numa dourada flor 
que gira o seu corpo num bailado ocasional
seguindo com os olhos o seu amado Apollo
 sem nunca poder sair daquele frio lugar
(Gracita)
Minha participação na 57ª Edição do Poetizando e Encantando
Esta BC é uma proposta da amiga Lourdes
Para ver as inspirações dos outros participantes
acesse o blog Filosofando na Vida