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terça-feira, 30 de junho de 2026

Carrossel dos Anos

 

O Carrossel dos Anos

Gira a manivela gasta do destino,
O carrossel de sombras começa a rodar.
No choro frágil de um tom pequenino,
Inicia-se o fardo de ter que caminhar.

A infância foge como areia entre os dedos,
Deixando pegadas na terra molhada.
Ficam no chão os brinquedos e os medos,
E o eco distante da antiga gargalhada.

Logo o peito arde em uma pressa cega,
A juventude tem urgência de partir.
Busca um futuro que sempre lhe nega,
Sem ver que o tempo já começa a fugir.

O movimento então se faz pesado,
Os cavalos de madeira perdem a cor.
O homem olha o outono no telhado,
E sente o cansaço silenciar o amor.

Olha o velho para a cadeira vazia,
Contemplando a dança que o abandonou.
Na solidão que a memória refazia,
Sabe que a música enfim terminou.

A grande roda para no espaço,
O silêncio assume o antigo lugar.
E na poeira de um mundo em pedaços,
Resta o vazio de quem viu o fim chegar.

(Gracita Fraga)

 


Um comentário:

  1. LINDÍSSIMO,Gracita! Quanta sensibilidade tu tens!
    Adorei e a imagem perfeita !
    beijos, lindo dia,chica

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A sua amizade e presença são os alicerces que sustentam esse cantinho. Seja Feliz aqui! Volte sempre que o seu coração sentir saudades. Um beijo com afeto, Gracita.