O
Carrossel dos Anos
Gira a
manivela gasta do destino,
O carrossel de sombras começa a rodar.
No choro frágil de um tom pequenino,
Inicia-se o fardo de ter que caminhar.
A
infância foge como areia entre os dedos,
Deixando pegadas na terra molhada.
Ficam no chão os brinquedos e os medos,
E o eco distante da antiga gargalhada.
Logo o
peito arde em uma pressa cega,
A juventude tem urgência de partir.
Busca um futuro que sempre lhe nega,
Sem ver que o tempo já começa a fugir.
O
movimento então se faz pesado,
Os cavalos de madeira perdem a cor.
O homem olha o outono no telhado,
E sente o cansaço silenciar o amor.
Olha o
velho para a cadeira vazia,
Contemplando a dança que o abandonou.
Na solidão que a memória refazia,
Sabe que a música enfim terminou.
A grande
roda para no espaço,
O silêncio assume o antigo lugar.
E na poeira de um mundo em pedaços,
Resta o vazio de quem viu o fim chegar.
(Gracita Fraga)
LINDÍSSIMO,Gracita! Quanta sensibilidade tu tens!
ResponderExcluirAdorei e a imagem perfeita !
beijos, lindo dia,chica