Transito por espaços mentais incertos e efêmeros em busca de sonhos palpáveis. Faço uma viagem intelectual nas minhas memórias em busca de argumentos para alicerçar meus pensamentos. Na fronteira da minha emoção esbarro em mistérios indecifráveis, um muro de indeterminação, indefinido, sem forma.Tudo oculto. Um vácuo na lacuna da mente. Vasculho as áreas da emoção na busca de instrumentos que implicam a permuta do pensamento filosófico para o pensamento construtivo embasado em partículas de verdade. Impossível pensar que possa haver algo que seja permanente, consistente, finito. Muitas controvérsias. Um eu em conflito. Sair da zona de conforto, problematizar os dilemas...refletir! Generalizar jamais. Sair da clausura intelectual, permitir-se o advento das reiterações significativas. Fazer a inexorável caricatura do eu. Compor uma nova biografia, sem falácias macias pautada na hegemonia da realidade. Seduzir a vida com múltiplos esforços, construir meu diário de caminhante em processo constante de mutação. Modificar-se, corrigir rotas, fazer novos ensaios. Postular novas ideias. Formar novos conceitos. Erradicar os estigmas. Desconstruir os modismos. Criar novas trilhas. Enfrentar os riscos. Sair das armadilhas da dicotomia. Interiorizar os acontecimentos. Questionar os posicionamentos... mudar. Seguir novas direções. Cair... levantar! Tentar mais uma vez... outra... tantas vezes quanto for preciso pois a vida é uma sucessão de acontecimentos ao nosso dispor.