Na alma, um país sem fronteiras,
Onde o silêncio ecoa em canções mudas.
Caminhos tortuosos, sem bandeiras,
E a solidão, rainha das dúvidas.
No peito, um deserto de areias movediças,
Onde a esperança se perde em miragens.
Lágrimas salgadas, como ondas fugidias,
Afogam os sonhos em paisagens.
A mente, um labirinto de sombras e ecos,
Onde o passado assombra o presente.
Memórias desbotadas, como retratos secos,
Emolduram a dor, eternamente.
No coração, um castelo de gelo e granito,
Onde o amor se esconde em criptas secretas.
A alma, um pássaro ferido, sem grito,
Preso em correntes invisíveis e inquietas.
Mas, em meio à escuridão, uma faísca de luz,
A chama da esperança, que teima em brilhar.
No exílio interior, a alma se conduz,
Em busca da liberdade, para recomeçar.
(Gracita Fraga)