segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

A última valsa

A orquestra executava a última valsa da noite
No salão vazio eu completamente hipnotizada
olhava-te de soslaio para não demonstrar
o desejo que me consumia de estar nos seus braços

Num instante fugaz nossos olhares se encontraram
você se aproximou sorrindo e convidou-me para bailar 
Entreguei-me a ti suspirando de prazer e tesão
abraçou-me com delicadeza e começamos a valsar pelo salão

Lembranças de outrora afloraram em minha mente
Eu te amei da forma mais intensa que pudesse existir
Você me ofereceu seu colo e eu me entreguei aos seus carinhos

Tu foste embora quebrando-me em mil pedaços
Eu te amava com tanta intensidade sem nenhuma reciprocidade
E hoje pedes-me uma última valsa deixando-me contorcer de amor

Me comprometi sem restrições com o nosso amor
Eu fui totalmente sua na minha doce ingenuidade
Você foi racional na sua parcialidade unilateral
Sou uma sobrevivente do amor não correspondido
que acompanhou-te no bailado da nossa triste e silenciosa despedida
(Gracita)