Nenhuma palavra...
Sentimentos soltos
emoldurados de silêncios
na confusão turbulenta
dos desconexos pensamentos
Com determinação e fé
Vou mantendo a razão
no limiar das réplicas pensantes
Contornando as sinuosidades
que teimam em emaranhar
a positividade dos elementos
que cerceiam as expectativas
É como navegar em águas turvas
sem o auxílio da bússola
É um pensar sem sentido
desconectado da razão
desprovido de emoção
O poeta conhece o silêncio
A poesia foi enclausurada
Os versos emudeceram
O poema não aconteceu
Na tentativa de resgatar a inspiração
O poeta tinge sutilmente os versos
com os pigmentos aflorados na imaginação
para que as palavras ganhem vida
e os versos possam fluir com exatidão
(Gracita)