Silenciosa na quietude do pensamento
Perdida na infinitude do momento
Trancada no isolamento da solidão
Olho a névoa do dia sem concatenar o pensamento
Ou aquilo que nunca consegui compreender
Como água sem movimento
parada num açude lamacento
Perdi-me no esquecimento
No vão de um desalento
Vivo a quietude inquietante
De um grande tormento
E como um simples instrumento
Abandonada ao sabor do vento
Eu só queria que este momento
Permeado pela doce brisa
e o delicado aroma do amor
Voltasse ao meu coração
Para que tudo mude
E ponha um fim nessa inquietude