Vejo-te lânguida e suave
Envolta em rosas perfumadas
Sinto-te perfumada pelo néctar das flores
E úmida pelos odores que exalaram
da nossa voluptuosa noite de amor
Sinto em meus ouvidos o sussurrar
de tuas gargalhadas apaixonadas
Sinto tremular-te o corpo
esculpido em brasas pelo toque
incandescente de minha paixão
Ouço vozes no silêncio delirante
Mergulho nos lençois amarfanhados
Que escondem os odores
perfumados da sua nudez
Permito-me embriagar de prazer
O coração oscila nesta percepção sensorial
Sinto eriçar-me os pelos com a visão
destas perfumadas e acetinadas rosas
que cobrem a delicada cavidade de entrada
para o nosso interlóquio de amor
Enlaço a tua frágil e delicada cintura
Com a boca vou removendo cada uma destas flores
A gruta dourada é exposta ao meu olhar
Sinto os odores da paixão incendiar meu corpo
Beijo-te com avidez e ousadia
Saciando de vez a agonia que nos consumia
(Gracita)