Minha lucidez evaporou-se!
Quando estou só... desatino
Tropeço!
Me perco no teu olhar
da tua boca me despeço
a flecha da solidão
alcança meu coração
no meu peito um grito
agonia!
No papel amarrotado
um verso... outro
um poema sem nexo
diverso!
Em sua face
o avesso obscuro
incertezas me entorpecem
Os braços que me abraçaram
ficaram perdidos no outrora
um retrocesso!
Os beijos nas noites de inverno
apenas lembranças
Frio, vazio
um dorido arrepio
Nas páginas do caderno
lágrimas e saudades
escrevo sem vontade
nada é eterno
mas enquanto durou
foi pleno de verdade
